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30 de Dezembro de 2009

O fatídico dia 30 de Dezembro.
Telefonaram-me por volta da hora de almoço, já não me recordo bem quem.
O papá morreu, fui a Cascais trocar de roupa e deixar as coisas e vim para Lx esperar pela mana e pelo Carlos para me levarem para cima. Chegámos, fomos ter à capela, não consegui entrar. No dia a seguir foste enterrado, sem te conseguir ver, sem acreditar...
Amo-te.

Não te escrevo...

por medo.
Vieste a casa no natal, no pensamento de um médico, ou da médica que te deu alta para vires, no fundo será qualquer coisa como não privar a familia de o ter por perto no seu último natal. Pena que não havido tempo para organizar o conceito familia, por forma a seres dividido com todos. Mas amo-te, cada vez mais, incondicionalmente, amo-te.
Hoje voltaste ao hospital, por mérito teu, sentiste-te mal. Acho que foi a primeira vez que ouvi dizer que tinhas dito sentir-te mal.
Sinto que te estás a ir embora. Não sei o que fazer.
Não desejei as boas festas aos tios, à avó. Não sei, não sei nada.

28 de Dezembro de 2009